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E Ferreira subiu à Primeira (c/ vídeo)

Depois de ter falhado a subida na última jornada na época anterior, este ano garantiu a subida

E Ferreira subiu à Primeira

O coração aguentou, o povo vibrou… e o Ferreira subiu à Primeira! Mas para subir foi preciso sofrer, sofrer, mas acima de tudo acreditar.

Num domingo ventoso, o Campo Engenheiro Lopo Carvalho esteve de bancadas cheias para assistir ao último jogo da segunda fase, para assistir a uma tarde de futebol.

Com as equipas a subirem a relvado, o trio de arbitragem deu o apito inicial à hora prevista, mas algo estava mal, pois no outro jogo de apuramento, em Abrantes, onde se defrontava a Abrantina, já apurada, e o Marinhais, em igualdade pontual com a equipa de Ferreira do Zêzere, aconteceu apenas sete minutos depois…

Enquanto isso, os Guerreiros do Zêzere procuravam chegar à vantagem e logo à primeira tentativa a bola sobrevoou pouco acima do travessão a baliza do jovem guardião escalabitano, que nunca teve trabalho facilitou devido ao assédio ferreirense.

Depois a entrada em força, o jogo serenou e apesar disso, Guerreiros e Escalabitanos jogavam um futebol aberto e bonito de se ver, em que as equipas jogavam e deixavam jogar.

Enquanto a equipa de Ferreira do Zêzere fazia ataques em profundidade, o União de Santarém procurava surpreender os locais em contra-ataques, sendo os jogadores visitantes apanhados diversas vezes em fora de jogo.

E era bonito ver o fair-play de ambas as equipas, quando um jogador de magoava ou se queixava das mazelas de uma época, havia apoio dos jogadores sem olhar a emblemas.

Com o intervalo a aproximar-se em Ferreira do Zêzere, os ânimos estavam convertidos ao silêncio, em Abrantes, o visitante Marinhais estava mais perto da subida, ao marcar um golo, animado pelo nulo em Ferreira do Zêzere.

Aos 37 minutos a confusão tomou conta da área escalabitana, com a bola a sofrer vários ressaltos antes de sobrevoar novamente a baliza. Os jogadores da Capital do Ovo ainda pediram penalti, mas o árbitro bem posicionado nada assinalou.

Com a pressão a cair sobre os Guerreiros do Zêzere, que a descarregavam na área escalabitana, aos 42 minutos, o guarda-redes da União de Santarém falhou a intersecção da jogada, com um defesa a aliviar com forte remate que atingiu Mantorras, deixando-o prostrado no relvado.

Com o cair do pano e o jogo a decorrer ainda em Abrantes, um mau presságio cai em Ferreira do Zêzere, mas o forte coração ia aguentando… e se teve de aguentar, pois na primeira jogada da segunda parte, o marcador em Ferreira do Zêzere mexeu, a favor do União de Santarém.

O silêncio tomou conta do Campo Engenheiro Lopo Carvalho. Como resposta, o estratega Rui Bugalhão substituiu dois homens mais adiantados no terreno.

Os cantos iam caindo na área do União de Santarém, que nada disposto a entregar o jogo, ia tentando empurrar o jogo até ao outro lado do campo, fazendo o jogo entrar numa fase mais negra, com alguns atritos a tomarem conta de ambas as equipas.

Mas enquanto o jogo era retomado em Abrantes, em Ferreira já se jogava à 11 minutos (!!!!), quando os Guerreiros do Zêzere beneficiaram de um livre na esquerda do seu ataque.

Com o livre batido para o coração da área onde apareceu, fulgurante, Fábio Dias a cabecear com êxito para o fundo da baliza escalabitana.

Os ânimos voltaram a tomar conta dos Ferreirenses e dos adeptos que se tinham deslocado para a apoiar a sua equipa.

Com o marcador a assinalar a igualdade, o jogo entrou em equilíbrio, com os Guerreiros a descerem ligeiramente no terreno e aos 79 minutos, Joel teve de fazer frente a um avançado escalabitano que acabou por rematar para fora.

Com os jogadores de Ferreira do Zêzere a querem dar o tudo por tudo, afinal basta marcar apenas mais um e não sofrer, ainda tentaram dois ensaios para Rato, e quase sobre o apito dos 90, já com o guarda-redes ferreirense a subir até ao meio-campo, assistiu Rafael que rematou novamente sobre a baliza…

Com os defesas de Ferreira a procurarem também a subida da equipa em campo, afinal o ataque à baliza escalabitana era eminente, deixavam Joel mais sozinho a tomar conta da baliza e por duas vezes teve de intervir para não sofrerem novamente.

No entanto e com o jogo a entrar no último minuto de todas as decisões, uma grande penalidade terá ficado para assinalar na área escalabitana e na continuação da jogada, um defesa santareno, numa má abordagem à bola, terá tocado com o braço na mesma, fazendo o homem do apito redimir-se, apontando para o castigo máximo.

Como alguém dizia, “um penalti com tanta importância, devia ser o Presidente a marcar” e como não foi Joaquim Henriques, foi César, que em cima do apito final, fez o campo explodir em euforia, com a bola a bater no fundo da baliza escalabitana.

Com a euforia a tomar conta dos ferreirenses, o arbitro deu o apito final, aumentando assim a festa.

Mas em Abrantes ainda se jogava, em Ferreira ainda se acreditava que a Primeira Divisão distrital era uma realidade, uma realidade que se tornou ainda mais festiva, quando alguém ouvia via rádio, que a União Abrantina tinha marcado o golo do empate.

A subida já não era um sonho, já não era uma utopia, já não era o oásis no meio do deserto, era uma verdadeira realidade.

Enquanto isso, a festa tomava conta de Ferreira do Zêzere e a era alegria de um treinador que há muito perseguia este sonho.

Veja as fotos do jogo da subida à Primeira Divisão Distrital de Santarém:

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