Administração da Prado Karton pede insolvência da empresa
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Administração da Prado Karton pede insolvência da empresa

Não foi possível apresentar um plano de recuperação que garantisse a viabilidade da empresa

A administração da Prado Karton decidiu avançar com o pedido de insolvência da sociedade, depois de não ter sido possível apresentar um plano de recuperação que garantisse a sua viabilidade, anunciou hoje a empresa de cartão de Tomar.

Em comunicado, a empresa adianta que, “apesar de todos esforços realizados, não foi possível apresentar um plano de recuperação que assegurasse a viabilidade da empresa”.

Desde que a administração entrou em funções, em abril do ano passado, “foi implementado um processo de reestruturação, que implicou uma injeção de fundos de mais de dois milhões de euros, nomeadamente do acionista, possibilitando o retomar da atividade industrial que se encontrava parada há mais de cinco meses, bem como desenvolver uma nova oferta de produtos de maior valor acrescentado da gama ‘kraft’ [tipo de papel], reconquistar clientes através de um significativo investimento comercial e financiar a tesouraria e atividade corrente, assegurando-se a manutenção de 72 postos de trabalho”.

Perante este investimento, prosseguiu a administração, “as atividades produtivas foram reiniciadas em abril de 2016 com uma produção brutal mensal de cerca de 250 toneladas, atingindo-se, cerca de um ano depois, uma produção bruta mensal de 1.900 toneladas”, acrescentando que “ao longo deste período foram recuperadas relações comerciais com clientes que tinham abandonado a empresa e angariados novos clientes, tendo sido possível atingir um volume de negócios mensal superior a um milhão de euros”.

No entanto, “apesar do crescimento da atividade e da melhoria operacional, a empresa continuou a apresentar prejuízos significativos, fundamentalmente, justificados pela inesperada evolução gravosa das condições de mercado”.

A Prado Karton registou, desde o início deste ano, “um aumento superior a 15% do preço das principais matérias-primas, não sendo possível refletir tal aumento de custos nos preços de venda”.

A administração acrescentou que, “adicionalmente, a empresa passou a enfrentar uma enorme dificuldade de abastecimento de matéria-prima para os produtos ‘kraft’ devido à escassez de oferta a nível mundial, implicando importações de mercados mais longínquos com impactos negativos, nomeadamente a nível da tesouraria e de capacidade concorrencial”.

Ora, os resultados até final de maio vieram demonstrar “um cenário insustentável que, apesar de todas as medidas implementadas, inviabiliza os pressupostos do Plano de Recuperação em elaboração”.

A administração da Pardo Karton garantiu, no comunicado, que “ainda procurou alternativas, nomeadamente a obtenção de um financiamento e/ou realização de um aumento de capital com a entrada de um parceiro estratégico, mas apesar de todos os esforços realizados não foi possível encontrar uma solução”.

No sentido de “proteger os interesses dos trabalhadores, que se empenharam de forma exemplar no processo de tentativa de revitalização de uma empresa cuja atividade se encontrava parada, bem como dos demais ‘stakeholders’ [partes envolvidas], nomeadamente dos pequenos fornecedores, foi decidido avançar com o pedido de insolvência”.

Lamentando “profundamente este desfecho”, a administração da Prado Karton diz estar “convicta” de que esta decisão “é a que mais beneficia os trabalhadores e demais credores, dado que permite proteger o ativo da empresa, acrescentando que a fábrica de Tomar suspende a sua atividade, “estando já assegurado o pagamento dos salários referentes ao presente mês de junho, o qual será realizado ainda esta semana”.

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