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Concelho de Ferreira do Zêzere abrangido por Fundo de Emergência Municipal

Fundo alargado a mais 20 concelhos, além dos 7 afectados pelo incêndio de Pedrógão Grande

Concelho de Ferreira do Zêzere abrangido por Fundo de Emergência Municipal

O Governo aprovou na passada quinta-feira, dia 7, o recurso ao Fundo de Emergência Municipal, alargando assim a mais vinte concelhos, para além dos sete da zona de Pedrógão Grande, em virtude dos incêndios florestais ocorridos este ano.

Em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, ressalvou que a decisão “complementa” as resoluções do Conselho de Ministros de 12 de julho, abarcando então os municípios em torno de Pedrógão Grande, e estipula como critério a verificação de uma “área ardida igual ou superior a 4.500 hectares ou 10% da área do concelho”.

Ficam agora também abrangidos para recorrer ao Fundo de Emergência Municipal mais 20 concelhos: Abrantes, Alijó, Castelo Branco, Coimbra, Covilhã, Gavião, Guarda, Freixo de Espada à Cinta, Ferreira do Zêzere, Fundão, Mação, Mangualde, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova, Resende, Sardoal, Torre de Moncorvo, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão.

A decisão sobre os apoios a conceder, frisa o Governo, tem como base a “avaliação rigorosa e documentada dos danos, bem como a verificação da incapacidade de os sinistrados superarem, pelos seus próprios meios, a situação”.

As dotações financeiras a disponibilizar serão fixadas “assim que esteja concluído o processo de determinação exata dos danos e prejuízos efetivamente sofridos” ou que venham ainda a ser sofridos, é referido no comunicado do Conselho de Ministros.

Eduardo Cabrita sublinhou ainda que Portugal apresentou uma alteração na sua candidatura em Bruxelas ao Fundo Europeu de Solidariedade, “alargando toda a região Centro à candidatura”, mas escusou-se a dar detalhes sobre o prejuízo estimado pelo Governo português como consequência dos fogos, remetendo mais explicações para o ministério do Planeamento e Infraestruturas, tutelado por Pedro Marques.

Capoulas Santos, Ministro da Agricultura
Capoulas Santos, Ministro da Agricultura

O executivo vai também apoiar agricultores afetados pelos fogos, indicou o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que garantiu a abertura de concursos para municípios ou freguesias com o intuito de repor o “potencial agrícola” que tenha sido destruído, casos de culturas permanentes ou equipamentos como estábulos.

Dois grandes fogos deflagram em 17 de junho nos concelhos de Pedrógão Grande e de Góis, tendo o primeiro deles provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. As chamas foram extintas uma semana depois.

Nas semanas seguintes, vários outros fogos de grandes dimensões ocorreram em Portugal.

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