Criança detetada com escabiose encontra-se em tratamento

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Criança detetada com escabiose encontra-se em tratamento

Depois de ter sido divulgado um caso de escabiose, vulgo “sarna”, em Ferreira do Zêzere, detetado no Centro Escolar de Ferreira do Zêzere, o mesmo já se encontra em tratamento.

Após contacto da OvoTV, a Professora Isabel Saúde, Diretora do Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere esclareceu que “remos de facto um caso de escabiose no Centro Escolar, diagnosticado e em tratamento. De momento está tudo a decorrer conforme previsto e não se justifica nenhuma situação de alarme”.

A escabiose, vulgarmente designada por sarna, é uma doença contagiosa, deteta-se pelos sintomas e lesões da pele em estados mais avançados.

Os sintomas são principalmente a comichão na pele, sobretudo nas regiões entre os dedos, pregas (pulsos e cotovelos) e nas costas. Pode também haver pequenas zonas da pele com sinais de vermelhidão.

Não é transmitido por uma bactéria: não é uma doença infeciosa. É transmitida por um parasita, um ácaro. Não tem período de incubação: pode iniciar-se os sintomas ao fim de um dia de contágio ou após mais tempo.

Segundo a responsável do Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere, “ao espaço físico não é necessário fazer desinfestação: é uma doença de contágio pessoal. Não sendo uma doença de declaração obrigatória ou de evicção escolar, devem os encarregados de educação ser informados da existência da doença na escola e sensibilizados para recorrerem ao médico de família no caso de estarem doentes”.

A Associação Nacional de Farmácias, após o problema que afetou diversos profissionais de saúde em Viseu, divulgou que a manifestação da escabiose acontece quando os ácaros se instalam na pele e à medida que se vão movimentando, criam pequenos “túneis” ou “galerias”, nas quais as fêmeas colocam os ovos, provocando lesões de aspecto semelhante a pequenas picadas, que causam muita comichão e desconforto.

Estas lesões podem surgir em várias zonas do corpo, sendo mais frequentes nas mãos, entre os dedos, nas axilas, nos seios e no tronco, e não devem ser coçadas, pois podem dar origem a feridas e infecções, agravantes da doença.

A transmissão é feita pelo contacto directo entre pessoas e, mais raramente, através de objectos e roupa, uma vez que o parasita sobrevive pouco tempo fora do hospedeiro.

O tratamento é feito através da aplicação de um medicamento sobre a pele, que elimina todos os ácaros. Procure o seu farmacêutico, ele saberá dar-lhe todas as indicações quanto à terapêutica adequada e à melhor forma de a efectuar.

O doente deixa de ser contagioso umas horas após a aplicação do medicamento, mas as lesões e a comichão podem permanecer durante algumas semanas. Neste caso, pode utilizar um creme hidratante adequado para aliviar a comichão e a irritação.

Na eventualidade de as lesões se apresentarem muito avermelhadas, com pus ou dor, poderá ser sinal de infecção. Nessa altura deverá consultar o seu médico de família.

Sobre a prevenção de reinfestações, a Associação Nacional de Farmácias esclarece que além do tratamento, é importante lavar toda a roupa, incluindo a roupa de cama, peluches, bonecos e outros objectos que possam estar infestados, a uma temperatura elevada (pelo menos 60ºC).

No caso de objectos cuja lavagem não seja possível, coloque-os dentro de sacos de plástico selados durante, pelo menos, três dias.

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