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Frio: Temperatura mínima vai descer 10 graus até ao fim-de-semana

Mínimas irão rondar os zero graus

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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê uma descida da temperatura a rondar os 10 graus Celsius, em especial da mínima, aproximando-se dos zero no fim-de-semana.

A chuva vai continuar a afetar a região norte de Portugal continental pelo menos até sexta-feira, altura em que está prevista a descida das temperaturas, disse a meteorologista do IPMA, Paula Leitão.

“Até quinta-feira não vai haver alterações significativas. Vamos continuar com chuva na região norte, com céu muito nublado, vento a soprar do quadrante oeste, sendo fraco no sul, e formação de neblinas”, disse a especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com Paula Leitão, a temperatura mínima subiu na noite de segunda-feira e vai manter-se relativamente alta, sem grandes oscilações.

“Na sexta-feira, a situação muda com a passagem de uma frente fria que vai dar precipitação mais intensa na região norte e centro e que vai chegar à região sul. Estamos também a prever queda de neve nas quotas mais baixas, vento intenso moderado a forte e agitação marítima com ondas de quatro a cinco metros”, disse.

“Na sexta-feira e no sábado vamos ter uma descida da temperatura a rondar os 10 graus Celsius, em especial da mínima. Vamos ter valores abaixo dos zero graus nas terras altas do norte e centro, de 02 graus no interior do Alentejo e com formação de gelo e geada”, destacou.

Segundo Paula Leitão, esta situação vai manter-se no início da semana próxima semana, mas depois está prevista uma massa de ar mais quente que vai trazer chuva.

Proteja-se do frio!

A exposição ao frio intenso, sobretudo durante vários dias consecutivos, pode ter efeitos negativos na saúde.

Em situações de frio intenso são produzidas alterações no organismo que facilitam o aparecimento de doenças como a gripe e outras infeções respiratórias, bem como o agravamento das doenças crónicas, nomeadamente cardíacas e respiratórias.

Durante o inverno, há ainda mudanças do comportamento social, com maior tendência para concentração de pessoas em locais fechados, o que pode contribuir para a propagação de algumas doenças infeciosas.

De forma indireta, o frio pode também causar acidentes rodoviários, quedas devido ao gelo, incêndios e intoxicações por monóxido de carbono devido ao uso incorreto ou mau funcionamento de lareiras ou de outros sistemas de aquecimento.

O impacto na saúde depende da duração e da magnitude do período de frio. As condições térmicas e de isolamento dos edifícios, assim como as medidas de proteção adotadas são outros fatores relevantes.

Assim, a Direção-Geral da Saúde (DGS) reforça a recomendação  para a vacinação contra a gripe, bem como a adoção das seguintes medidas, para se proteger do frio:

  • Mantenha o corpo quente – use luvas, cachecol, gorro/chapéu, calçado e roupa quente, utilizando várias camadas de roupa;
  • Hidrate-se: ingira líquidos e sopas;
  • Mantenha a casa quente:
    • Verifique se os equipamentos de aquecimento estão em condições de ser usados e o estado de limpeza da chaminé da lareira;
    • Se utilizar lareiras, braseiras, salamandras ou equipamentos de aquecimento a gás, ventile as divisões da casa. A acumulação de gases pode causar intoxicação ou morte.
  • No exterior, tenha cuidado com quedas;
  • Mantenha-se especialmente atento se tiver algum problema de saúde:
    • Tome os medicamentos para a sua doença conforme a indicação do seu médico;
    • Não tome antibióticos sem indicação médica;
    • Não vá de imediato para a urgência hospitalar. Se necessário, contacte o SNS 24 – 808 24 24 24, o 112 ou o seu médico assistente;
    • Mantenha-se em contacto e atento aos outros, ajudando-os a se protegerem.

Ainda, no sentido de prevenir os efeitos negativos do frio intenso, a Direção-Geral da Saúde divulgou o Plano de Contingência para Temperaturas Extremas Adversas, Inverno & Saúde, cuja plataforma, que disponibiliza semanalmente informação sobre temperaturas observadas e indicadores de saúde, está alocada no Portal SNS.

O plano é ativado anualmente, entre 1 de novembro e 31 de março, com o objetivo de prevenir e minimizar os efeitos negativos do frio extremo e das infeções respiratórias, nomeadamente da gripe, na saúde da população em geral e dos grupos de risco em particular. Incluem-se nos grupos de risco os idosos, as crianças e as pessoas com doenças crónicas.

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