Seis candidatos, um município e um debate
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Seis candidatos, um município e um debate

Nas Autárquicas 2017 foi batido o recorde de candidatos ao Município de Ferreira do Zêzere

Naquele que foi um debate com história, o auditório da Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere revelou-se, esta segunda-feira, um espaço demasiado pequeno para acolher as pessoas que quiseram assistir mesmo.

Com os seis candidatos à Presidência da Câmara Municipal para as eleições autárquicas de 1 de outubro presentes, durante duas horas e 45 minutos, o público presente e quem acompanhava via YouTube, foi possível ver as intervenções de António Matos (CDU), António Vicente Martins (CDS-PP/Nós Cidadãos), Bruno Gomes (PS), Jacinto Lopes (PSD), Pedro Gonçalves (Independentes + Ferreira do Zêzere) e Peter Calafate (Bloco de Esquerda) na apresentação das suas propostas para o concelho e argumentaram as razões que podem justificar o voto na sua candidatura.

Com o debate organizado pelo MedioTejo.net e moderado por Mário Rui Fonseca e Elsa Gonçalves, após apresentarem os seis candidatos, levaram a debate o primeiro tema, a motivação que levou cada um dos candidatos a apresentarem às Autarquicas 2017, concorrendo para o lugar de presidente do município.

Com António Matos, candidato pela CDU, a ser o primeiro a responder, após a ordem ter sido ditada por sorteio antes do início do debate, apresenta as razões da sua candidatura reconhecendo que não é fácil pelo facto de a sua vida se dividir em Lisboa e Ferreira, confessando não poder ser um presidente a tempo inteiro, prometendo, no entanto “lutar pelos mais elementares direitos dos cidadãos” como tem feito a CDU.

O candidato seguinte foi Bruno Gomes (PS), que apresentou confiança na sua candidatura, considerando que “o PS tem vindo a crescer”, sendo que é a única força política com capacidade para fazer frente à atual gestão social democrata e estando apoiado na sua equipa “de muita qualidade” na qual se orgulha, querendo “fazer mais, imprimir mais dinamismo, resolver os problemas de todos e de cada um” através de “uma câmara de portas abertas”.

Jacinto Lopes (PSD) e atual Presidente de Câmara, foi o terceiro candidato a responder, mostrando-se motivado, sobretudo porque tem “uma grande equipa, coesa, leal e trabalhadora”. Acrescentou que conhece as pessoas e as suas necessidades e o concelho como poucos. Numa lógica de “dinâmica”, refere que pretende continuar a trabalhar para completar a sua obra. Reforça a ideia de ter “a melhor equipa, com provas dadas, que mostrou estar à altura nos melhores e nos piores momentos”, sendo que oito anos como Presidente e vinte e quatro como autarca que lhe conferem experiência e que se sente com a mesma energia como quando começou, não deixando de referir que o principal adversário será a abstenção.

António Vicente Martins (CDS-Nós Cidadãos) foi o quarto candidato a responder, anunciando-se como “um presidente de proximidade”, sem antes afirmar que nestas eleições “são cinco contra um. Todos querem derrubar o Dr. Jacinto, vai ser uma luta dura”. Considera que “tem uma equipa multidisciplinar, maravilhosa, de jovens, com capacidade de trabalho, uma equipa vencedora” e que conhece bem a realidade do concelho, tendo apresentado como exemplo de dedicação a sua atividade de médico voluntário e de Presidente da Casa do Povo.

Pedro Gonçalves (+ Ferreira do Zêzere) foi o candidato seguinte a responder sobre a motivação da sua candidatura, indicando que durante 16 anos esteve ligado à Presidência da Câmara e à Vereação mas saiu em rutura com o atual Presidente Jacinto Lopes, apresenta-se como candidato para “dar voz a todos aqueles que estão descontentes com a realidade atual do concelho”. “Sinto que é o momento de dar um passo em frente, que tenho competência”, afirma.

Peter Calafate (Bloco de Esquerda) foi o último candidato a responder à pergunta, afirmado que, por opção própria, está a trabalhar no concelho há 25 anos, apesar de residir em Tomar. Reconhece ser difícil a sua tarefa como candidato mas o seu objetivo é “ouvir as pessoas, ser uma voz ativa na Câmara e tentar ao máximo ajudar o concelho e os ferreirenses”. Sem fazer promessas, anuncia uma política de proximidade.

Com Dornes a ser o tema seguinte no debate a seis, e como potenciar a agora aldeia maravilha, António Matos (CDU) critica o (pouco) que a Câmara tem feito a nível do turismo e levanta a questão ambiental, em concreto o problema dos maus cheiros que se sente em alguns locais do concelho.

Para Bruno Gomes (PS), Dornes é um importante recurso turístico a explorar. Defende a requalificação da envolvente da aldeia e um turismo de excelência no concelho. Sinalética, informação e infraestruturas são necessárias na opinião do candidato socialista.

Para Jacinto Lopes (PSD), Dornes ser eleita como uma das 7 Maravilhas de Portugal é apenas o princípio. Apresenta uma série de medidas para valorizar Dornes. Realça o aumento do movimento turístico no concelho e a organização de eventos como fator de atração a nível de gastronomia, de desportos náuticos, afirmando que o concelho é o segundo com mais camas na região, atrás de Ourém.

António Vicente Martins (CDS-PP/Nós Cidadãos) diz que adora Dornes. A vitória do concurso é uma vitória dos ferreirenses e dos dornenses, afirma. Acrescenta que há muito a fazer em Dornes, nomeadamente a nível de estacionamento, sinalética, entre outros assuntos, defendendo igualmente a criação de um museu de arte sacra.

Para Pedro Gonçalves (+ Ferreira do Zêzere) reconhece que a Câmara tem feito um bom trabalho na divulgação do concelho, mas o território não está preparado para receber esses turistas, defendendo a criação de um plano integrado para o setor do turismo.

Peter Calafate (Bloco de Esquerda) apresenta algumas propostas concretas como visitas guiadas e lembra que o turismo não se resume a Dornes, que se deve aproveitar outros lugares no concelho e que existe muita coisa que falta, dando o exemplo do multibanco em lugares como Dornes. Refere ainda que o posto de turismo está fechado ao sábado e domingo.

Com o debate a entrar no segundo tema, continuando no turismo e na área envolvente da Albufeira de Castelo de Bode, Bruno Gomes foi o primeiro candidato a responder, defendendo uma estratégia base para Ferreira do Zêzere, sendo uma das proposta a construção de um parque de campismo, por exemplo em Dornes, acrescentando a criação de mais praias fluviais porque o rio tem grandes potencialidades.

Jacinto Lopes (PSD) apresentou algumas as suas propostas para o turismo, como mais piscinas fluviais, pretende aproveitar a alavancagem que trouxe Dornes para potenciar o turismo, com a construção de um passadiço, assim como a construção do Museu Alfredo Keil na casa da Música, caminhadas, BTT, caminhos de Santiago, entre outras.

António Vicente Martins (CDS-PP/Nós Cidadãos) na sua proposta sobre o turismo e ainda sobre Dornes, diz que o posto de turismo tem de estar mais ao serviço dos visitantes, sugerindo que o mesmo devia de deslocalizado para a entrada a vida e propondo que o parque de merendas possa ser transformado em parque de campismo.

Para Pedro Gonçalves (+ Ferreira do Zêzere), mais importante do que criar um parque de campismo municipal, seria importante dinamizar os parques privados que já existem. Outro investimento que propõe é a criação de uma rede de miradouros que se aproveita por exemplo para bird watching, assim como a criação de uma escola de canoagem.

Peter Calafate (Bloco de Esquerda) diz que todos têm boas ideias e que é um discurso mais político do que concreto, referindo que promoção do turismo é essencial mas recorda o problema da falta de emprego e da desertificação.

António Matos (CDU) entra na área do meio ambiente e turismo, contado um caso concreto de um contacto que teve com um agente imobiliário, que para mostrar uma casa a uma família, tinha de esperar que o vento soprasse em outra direcção, de maneira a não afectar o negócio, justificando que esse problema se impõe a parques de campismo e turismo.

Com o debate a passar ao terceiro tema, referente à qualidade de vida e consciencialização ambiental, Jacinto Lopes (PSD) foi o primeiro candidato a responder, argumentando que a Câmara Municipal apenas licencia edifícios, não as indústrias, a propósito do caso dos maus cheiros na freguesia de Areias/Pias, recordando que que há outros concelhos com o problema dos maus cheiros como Alcanena, Torrres Novas e Tomar, por exemplo.

Para António Vicente Martins (CDS-PP/Nós Cidadãos) o ar puro é um direito. É horrível o problema dos maus cheiros em Pias/Areias, afirma defendendo um maior diálogo entre a Câmara, a população e o empresário, defendendo que a população tem direito a saber o que se passa, entrando em debate com Jacinto Lopes, debatendo-se uma multa de tribunal que condenou a Junta de Freguesia de Dornes em 80 mil euros devido a um problema ambiental, à qual Jacinto Lopes referiu que nem a Junta, nem o Município vão proceder ao pagamento dessa multa.

Pedro Gonçalves (+ Ferreira do Zêzere) anuncia a criação de uma provedoria para temas do ambiente, defendendo que os cidadãos não devem ser tratados como “covardes”, com Jacinto Lopes (PSD) a defender-se da acusação.

Peter Calafate (Bloco de Esquerda) refere-se ao problema da Biocompost e dos maus cheiros, defendendo um referendo na freguesia para que o povo decida o que fazer e que Câmara deve ter papel ativo neste tipo de problemas que põem em causa a qualidade de vida das populações.

António Matos (CDU) diz que o problema não se resume ao ar que não é puro, mas sim a poluição já infiltrada nas águas dos poços e furos por causa da laboração da empresa, concluindo dizendo que a saúde e bem estar de quem aqui mora nunca pode ser posta em causa.

Bruno Gomes (PS) lembra que o seu partido foi o primeiro a apresentar o programa eleitoral, referindo de seguida que problema dos maus cheiros já vem de há muitos anos e considera que devia haver mais diplomacia para tratar destes problemas referentes a poluição.

O quarto tema do debate foi a caracterização da atual situação financeira e a afirmação do nome Capital do Ovo.

António Vicente Martins (CDS-PP/Nós Cidadãos) foi assim o primeiro candidato a intervir, questionando a gestão municipal sobre a situação financeira e apresenta os resultados de uma pesquisa que fez no portal da transparência, referindo que o grau de endividamento de Ferreira do Zêzere é de 58,29% e que “temos de investir nas pessoas, na formação, na cultura”.

Pedro Gonçalves (+ Ferreira do Zêzere) diz que realidade financeira do Município está boa e que foram encurtados os prazos de pagamento, mas que isso “castigou” a qualidade de vida dos munícipes, sendo intenção da sua equipa apoiar os jovens na criação de startups e apostar na área agrícola, entre outras apostas

Peter Calafate (BE) defende uma auditoria à câmara uma vez que há 40 anos é o PSD a gerir a autarquia, sem pôr em causa a honestidade dos autarcas e que na sua opinião, a Câmara deve ter um papel mais ativo na captação de empresas.

António Matos (CDU) diz que não conhece a realidade financeira da Câmara, defendendo uma economia diversificada, a valorização das produções locais, criação de gabinete de apoio às empresas, mais empresas na zona industrial, entre outras propostas.

Bruno Gomes (PS) diz que dívida da Câmara ronda os 4 milhões de euros e que a aposta num parque inteligente e criativo (PIC) é uma das suas propostas, assim como a dinamização da zona industrial é um dos seus objetivos.

Jacinto Lopes (PSD) diz que situação financeira do Município é excecional, prazo de pagamento é zero dias, sendo que a dívida é de 4 milhões e 200 mil. Anuncia algumas medidas que pretende implementar no próximo mandato, sendo que o problema do saneamento, precisa de investir 60 a 70 milhões de euros o que, sem apoio comunitário, é impossível.

Com o tema a entrar na questão do ordenamento do território e da floresta, num ano em que o concelho foi fortemente fustigado pelos incêndios deste verão.

Pedro Gonçalves (+ Ferreira do Zêzere) diz que é necessário fazer um levantamento da situação atual a nível da floresta e criar um observatório. Aborda o tema da reforma da floresta e da sua ordenação.

Para Peter Calafate (Bloco de Esquerda) a aposta na reflorestação deve ir para as espécies autóctones e que esse trabalho deve ser feito em articulação com os bombeiros.

António Matos (CDU) dá como exemplo terrenos junto à localidade onde vive que não são limpos, como causa de problemas recorrentes.

Bruno Gomes (PS) refere que é tempo de pensar o que fazer depois de estar quase tudo ardido. Valoriza o papel dos bombeiros e a importância de juntar os proprietários, os industriais do setor, autarquia e governo e outros intervenientes para se encontrar soluções

Jacinto Lopes (PSD) responde a algumas críticas dos seus opositores e defende uma floresta para as pessoas, manifestando-se contra a diabolização dos eucaliptos, sendo que na sua opinião é necessário criar um equilíbrio, lembrando que a Câmara não pode intervir em terrenos privados e que há dificuldades em determinar a propriedade dos terrenos.

Vicente Martins (CDS – Nós Cidadãos) realça a riqueza e diversidade na floresta do concelho e que o problema é a falta de ordenamento, defende plano agro-florestal com aposta nas espécies já existentes.

A desertificação foi o tema seguinte a ser abordado, sendo que Peter Calafate (Bloco de Esquerda) destaca-se a importância da criação de emprego para a fixação da população e se evite o êxodo dos ferreirenses. Reconhece que não é fácil. Adotar políticas de arrendamento mais barato para captar moradores é uma das suas ideias, abordando igualmente o tema da educação e da necessidade de manter e reforçar os apoios aos alunos e às famílias.

António Matos (CDU) defende a criação de mais postos de trabalho noutras áreas como as Misericórdias e que não compete só às Câmaras criar postos de trabalho.

Para Bruno Gomes (PS) o foco para estancar a desertificação é criando empresas e emprego. Diz que lhe custa que as pessoas da sua geração e os mais novos saiam do concelho, recordando algumas propostas do programa do PS na área da educação.

Jacinto Lopes (PSD) refere dos seis candidatos quatro não tiveram filhos em Ferreira do Zêzere, isto a propósito de natalidade. Lembra que os índices de desemprego no concelho são baixos, o segundo mais baixo do país. Como medidas para a família propõe um subsídio à natalidade, descontos na fatura da água, apoio ao arrendamento jovem, apoio à contratação de jovens pelas empresas.

Para António Vicente Martins (CDS-PP/Nós Cidadãos) é essencial viver bem em Ferreira do Zêzere para que jovens fiquem e se aumente a natalidade, apontando o dedo ao atual Executivo por não ter conseguido captar empresas para a zona industrial. Defende ainda a aposta na formação sobretudo na área das línguas para que se possa receber os turistas.

Pedro Gonçalves (+ Ferreira do Zêzere) aposta num plano de desenvolvimento demográfico para se combater a baixa natalidade. Levanta o problema da falta de médicos no concelho

A descentralização de competências para os Municípios e Freguesias foi o último tema a ser debatido, sendo a crescente transferência de competências para as Juntas de Freguesia outra das questões.

Para António Matos (CDU), a agregação de freguesias deve ser analisada e questiona a descentralização quando não são acompanhadas pelos apoios correspondentes. Promete lutar pela reposição das freguesias.

Bruno Gomes (PS) mostra-se de acordo com a descentralização de Competências desde que venha acompanhada do respetivo envelope financeiro porque está em causa a prestação de um serviço de qualidade, considerando que a população perdeu com a agregação de freguesias.

Jacinto Lopes (PSD) concorda com as transferências de competências até para nível supra-municipal, neste caso para as comunidades intermunicipais, mas levanta algumas questões sobre a forma como essas competências são transferidas e apresenta alguns exemplos concretos a nível da educação, da saúde e na proteção civil. Sobre a agregação de freguesias diz que sempre foi contra a extinção das mesmas e que para reduzir despesas bastava reduzir vencimentos dos autarcas. Reconhece que há casos de freguesias unidas que funcionam bem mas noutros casos não.

António Vicente Martins (CDS-PP/Nós Cidadãos) afirma-se contra a agregação de freguesias e dá o exemplo do casamento Pias / Areias, que na sua opinião, não foi bom. Aborda o tema da saúde e dá exemplo de problemas de falta de médicos em algumas freguesias, assumindo o compromisso de resolver esse problema se for eleito Presidente.

Pedro Gonçalves (+ Ferreira do Zêzere) diz que a Câmara tem de criar condições para cativar médicos. Sobre a descentralização de competências concorda desde que com as correspondentes verbas.

Peter Calafate (BE) recorda o papel do Bloco na resolução do problema da falta de médico na Frazoeira.

Com o debate a entrar na reta final, os candidatos foram convidados a apelar ao voto e a justificarem porque razão é que devem votar no seu Partido no próximo dia 1 de outubro.

Pedro Gonçalves (+ Ferreira do Zêzere) apela ao voto ditendo que as pessoas devem estar em primeiro. “Mais saúde, mais emprego, mais desenvolvimento é o seu apelo. Não se resignem, podemos mudar a nossa terra”, conclui.

Peter Calafate (BE) diz que não faz promessas mas que pretende ajudar numa política de proximidade. O seu apelo ao voto é no sentido de ter uma voz ativa na defesa do povo e do concelho.

António Matos (CDU) regozija-se pelo debate e parabeniza a organização. Enaltece a CDU e as provas dadas noutras autarquias.

Bruno Gomes (PS) apresenta-se como filho da terra e orgulha-se da equipa que apresenta. “Uma Câmara de portas abertas” é o slogan da candidatura que pretende maior proximidade com a população. O PS é a única candidatura que pode rivalizar com a atual gestão e que pode mudar o atual cenário

Jacinto Lopes (PSD): temos a melhor equipa, com provas dadas, que esteve à altura nos melhores e nos piores momentos. O concelho mudou, há maior proximidade com pessoas, com as empresas, com as associações. Queremos continuar na senda do desenvolvimento, palavras do autarca social democrata.

António Vicente Martins (CDS-PP/Nós Cidadãos) apresenta-se como médico de proximidade e promete ser Presidente de proximidade. Afirma amar esta terra e gostar de se dedicar às pessoas. Elenca algumas das suas ações como médico voluntário. Promete continuar a apoiar a população não só a nível de saúde. Discrimina as atividades da Casa do Povo, instituição a que preside.

O debate foi dado como encerrado pelos moderadores, agradecendo aos convidados e a todos os presentes.

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