82 Profissionais da Urgência do Hospital de Abrantes pedem transferência

Face à situação caótica da Urgência do Hospital de Abrantes, 82 profissionais pretendem deixar o serviço.

0 28

Um total de 53 enfermeiros e 29 assistentes operacionais entregaram ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar Médio Tejo, o seu pedido de transferência do serviço de Urgência do Hospital de Abrantes.

Face à situação caótica da Urgência do Hospital de Abrantes 82 profissionais pretendem deixar o serviço.

Perante a não contratação de novos enfermeiros para colmatar a enorme carência existente e face às consequentes péssimas condições laborais e crescente falta segurança para os utentes, a equipa de profissionais decidiu ainda fazer um Manifesto Público.

A equipa, perante a crescente afluência de utentes à Urgência e o reduzido número de profissionais que garantam os cuidados necessários, está confrontada com o agravamento da sua carga física e psicológica, conduzindo à exaustão dos profissionais.

Segundo o manifesto, “o cansaço físico e psicológico dos profissionais que trabalham neste ambiente penoso e de risco, leva-nos a relatar o que aqui se passa, pois não poderá a responsabilidade ser atribuída a quem não tem outra alternativa a não ser tentar fazer o melhor que pode a tantos milhares de pessoas que aqui se dirigem, na esperança de encontrar ajuda para o seu problema mais ou menos grave, mais ou menos urgente.”

Pode-se ler ainda que “desde o dia 1 de janeiro de 2018 a Urgência de Abrantes tem tido em média 67 doentes internados por dia, chegando a ficar internados na urgência vários dias, por vezes até completar uma semana, ou até mais, quando na verdade, nem deviam de existir “internados” na urgência!

Para minimizar os doentes em corredor foi aberto uma enfermaria (UOM2), com espaço para 14 doentes, assegurado pelos enfermeiros da urgência, recorrendo na maioria das vezes a trabalho para além do horário que temos a cumprir. Esta medida não retirou qualquer doente ao corredor, mantendo-se exatamente como antes.”

No dia 27 de março, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses reuniu com a Administração que assumiu resolver a situação, sendo que aos Ministérios da Saúde e das Finanças, é de exigir a devida autorização para contratar profissionais, visto ser da sua responsabilidade a qualidade e segurança dos cuidados aos utentes que está a ser colocada em causa neste Serviço Urgência.

Crédito da Foto: O Ribatejo

Quer receber as nossas notícias no seu email?
Assine para receber as últimas notícias publicadas na OvoTV
Pode cancelar os emails a qualquer momento
Pode Ser do seu interesse

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.