Hospitais do Médio Tejo e Distrital de Santarém vão ter Hospitalização Domiciliária

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Hospitais do Médio Tejo e Distrital de Santarém vão ter Hospitalização Domiciliária

Os hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo e o Hospital Distrital de Santarém fazem parte do grupo de 22 hospitais que no dia 3 de outubro assinaram um protocolo com o Ministério da Saúde no âmbito da Estratégia Nacional para a Hospitalização Domiciliária, em cerimónia realizada no Museu do Oriente, em Lisboa.

De acordo com o teor do protocolo, as Unidades de Hospitalização Domiciliária serão implementadas até ao final do primeiro semestre de 2019, uma medida que tem como objetivos principais gerir de forma eficiente e eficaz o aumento tendencial da despesa global no sector da saúde e, simultaneamente, promover uma maior equidade, acessibilidade e humanização dos cuidados de saúde prestados aos utentes.

Sendo que a Hospitalização Domiciliária é uma forma de juntar os cuidados do internamento hospitalar com um maior conforto para os doentes.

O estar internado num hospital obriga a seguir regras e procedimentos, horas para os realizar, e a atenção dos médicos, enfermeiros e auxiliares no hospital é dividida por muitos casos ao mesmo tempo.

Não há margem para os pequenos detalhes pessoais que amenizam esse período de doença e que são diferentes de pessoa para pessoa.

Ser tratado em casa permite que cada doente tenha uma atenção não só à medida das suas necessidades clínicas como das suas preferências, dos seus gostos, da sua forma de viver.

Terá a sua comida, as suas visitas às horas que entender, a sua vida habitual mais do que estando internado.

O desafio para os hospitais estará acima de tudo na sua capacidade de organização. Os profissionais de saúde terão que estar mais atentos ao que os doentes querem e dizem, até ao que não dizem mas sentem. Terão que explicar aos doentes o que fazer e como pedirem apoio. Terão que ter capacidade de resposta a esses pedidos de apoio.

No comunicado da Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santarém, Ana Infante, “neste sentido, libertando camas ao nível do internamento, minimizando as infeções associadas aos cuidados de saúde em meio hospitalar, mantendo o foco na excelência da qualidade dos cuidados prestados, a hospitalização domiciliária surge como uma solução que permitirá quer ao doente, quer à família, um maior conforto e humanização dos cuidados e uma maior racionalização dos gastos em saúde”.

A Hospitalização Domiciliária será feita em colaboração entre os vários intervenientes, desde os Centros de Saúde, os Hospitais e a rede nacional de Cuidados Continuados Integrados.

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