Sertã: Pedras caem para a EN238

Em 2016, o Bloco de Esquerda pediu prioridade na requalificação da Estrada Nacional (EN) 238

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Segundo avançou a Rádio Condestável, bastou apenas um dia de chuva com alguma intensidade para que as pedras voltassem a cair das barreiras da EN238 para a via, implicando algum cuidado na condução.

A chuva mais intensa no primeiro dia de março provocaram um desabamento de pedras no sentido Cernache do Bonjardim – Ferreira do Zêzere, antes da ponte do Vale da Ursa.

Esta situação ter-se-á verificado ao início da tarde, a seguir ao cruzamento para o Brejo da Correia, ao que a Rádio Condestável constatou, cerca das 14h40, que no local, a Infraestruturas de Portugal, empresa detentora da via, já estava a proceder sua remoção das pedras.

É de recordar que, em novembro de 2016, pedras de grande porte caíram igualmente para a via e que em 2013 e 2014, aconteceram dois desabamentos de terra, sendo que o último obrigou ao encerramento da via por cerca de mês e meio.

Ainda em 2016, a então concessionária desta via, Ascendi, procedeu a trabalhos de consolidação de um buraco que se estava a formar debaixo do pavimento.

Desde estas ocorrências, muitas têm sido as diligências das autarquias locais (Câmara Municipal de Sertã e União de Fregueisas de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais) e também de alguns deputados na Assembleia da República para a resolução dos problemas desta estrada, que deverá passar pela retificação da mesma, o que tarda em acontecer.

Em maio de 2016, o Bloco de Esquerda entregou no parlamento um projeto de recomendação ao Governo para que este definisse como prioritária a requalificação da EN238, no troço entre Cernache do Bonjardim e Ferreira do Zêzere.

No texto entregue, o Bloco sublinhava que a EN238 “é a principal ligação rodoviária entre os municípios da Sertã, Ferreira do Zêzere e Tomar”, assumindo “enorme relevância para o desenvolvimento económico da região e para os seus habitantes”.

No texto, o partido relembra ainda o desmoronamento ocorrido em 2014 e a interrupção do troço entre Cernache do Bonjardim e Ferreira do Zêzere, durante cerca de dois meses.

As obras então realizadas, relembram, não incluíram qualquer alteração estrutural, mantendo-se o perigo de novos desmoronamentos, dada a degradação de muros que, nalguns pontos, suportam a estrada, e o mau estado de conservação do pavimento, “num percurso repleto de curvas muito apertadas e muito perigosas”, que urge corrigir.

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