Biblioteca UNESCO em Ferreira do Zêzere
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Biblioteca UNESCO em Ferreira do Zêzere

Biblioteca Municipal foi a 26ª biblioteca a nível nacional a aderir às Bibliotecas UNESCO

Fez-se história em Ferreira do Zêzere, com a Biblioteca Municipal Dr. António Baião a tornar-se a 26ª Biblioteca do país a aderir à Rede de Bibliotecas associadas da UNESCO.

Após candidatura apresentada à Comissão , o projeto foi aceite nos seguinte termos: “…após a análise da proposta de candidatura da Biblioteca Municipal Dr. António Baião, à Rede das Bibliotecas Associadas à Comissão Nacional da UNESCO, a mesma foi aceite e desta forma integrada na Rede”.

A cerimónia realizou-se esta quinta-feira, 28 de fevereiro e contou com a presença da Drª Fátima Claudino da Comissão Nacional da UNESCO, do Vereador Dr. Hélio Antunes, da equipa da Biblioteca Municipal e de uma turma da Escola Pedro Ferreiro.

Duas alunas, que participaram no Encontro Nacional de Direitos Humanos , falaram sobre as suas experiências nestes encontros. Os alunos foram acompanhados pela Professora Sara Diogo.

Durante a tarde decorreu uma visita ao Lago Azul, a Dornes e a Areias, encerrando assim e  de forma simbólica o programa do 14º aniversário da Biblioteca Municipal.

No próximo dia 22 de março a Biblioteca de Ferreira do Zêzere já participará no 2º Encontro de Bibliotecas UNESCO a realizar no Porto.

Biblioteca UNESCO em Ferreira do Zêzere

Criada a 16 de Novembro de 1945, a UNESCO, agência especializada do sistema da Nações Unidas para as áreas da educação, ciência, cultura e comunicação, é uma organização intergovernamental de que Portugal faz parte desde 11 de Março de 1965, tendo no entanto, suspendido a sua adesão entre 31 de dezembro de 1972 e 11 de setembro de 1974.

A UNESCO tem por missão, entre outras, contribuir para a construção da paz, a eliminação da pobreza, o desenvolvimento sustentável e o diálogo intercultural através das áreas de mandato acima referidas.

É a única agência especializada das Nações Unidas que prevê a criação de Comissões Nacionais em cada um dos Estados-membros, de acordo com o artigo VII do seu Acto Constitutivo, tornando mais eficaz a concretização dos seus Programas e Projectos e o envolvimento dos diferentes sectores da sociedade.

Estas comissões formam uma rede única no sistema das Nações Unidas, contribuindo para a prossecução dos objectivos da UNESCO, desempenhando um importante papel de difusão de informação e aumentando ainda a visibilidade da Organização.

No nº 1 do artigo II da Carta das Comissões Nacionais refere-se que as Comissões Nacionais “promovem uma relação estreita entre os órgãos e serviços do estado, as associações profissionais e outras, as universidades e outros centros de ensino e investigação, e as demais instituições ligadas à educação, às ciências, à cultura e à informação” e que “encorajam a nível nacional o intercâmbio interdisciplinar e a cooperação entre instituições ligadas à educação, às ciências, à cultura e à informação, a fim de contribuir para associar os meios intelectuais a certas tarefas prioritárias do desenvolvimento”.

Tendo estes elementos como pano de fundo, a Comissão Nacional da UNESCO desenvolve actividades nas principais áreas de actuação da Organização – Educação, Ciência, Cultura e Comunicação e Informação – assim como acções sobre temas transversais como Juventude, Igualdade de Género, Erradicação da Pobreza, Desenvolvimento Sustentável ou Direitos Humanos.

Uma das suas grandes linhas de actuação é o incremento das redes promovidas pela UNESCO, que complementam as acções oficiais da CNU nas áreas indicadas, através de um contacto mais directo e continuado com as populações e a sociedade civil.

Entre as principais redes encontram-se a de Escolas Associadas da UNESCO, a de Centros e Clubes UNESCO, a de Bibliotecas Associadas da UNESCO e, ainda, a de Cátedras UNESCO.

No que respeita à Rede de Bibliotecas Associadas da UNESCO (Rede UNAL – UNESCO Associated Libraries), desde 2003 que a Comissão Nacional da UNESCO tem vindo a apostar na sua implantação.

O projecto internacional, definido pela Organização desde 1985 e já posto em prática noutros Estados-membros, tem como objectivo primeiro a promoção da leitura e do livro como ferramentas essenciais para o desenvolvimento do saber, do entendimento e da cooperação internacional.

Ao promoverem o acesso à leitura e à informação, as bibliotecas constituem-se como o meio ideal para a disseminação do conhecimento e desempenham um papel fundamental na difusão da informação e no combate à iliteracia, tornando-se o elemento ideal para a promoção das sociedades do conhecimento, para o desenvolvimento cultural, social e económico das populações e para a promoção dos direitos humanos.

Constituem-se, assim, como potenciais elementos privilegiados de divulgação dos próprios valores e objectivos da UNESCO, num contacto muito próximo com as populações dos seus Estados-membros.

O propósito da Rede de Bibliotecas Associadas é o de aproximar e apoiar as bibliotecas para que, em colaboração com a UNESCO, alcancem os objectivos de aumentar o entendimento internacional, promover o diálogo entre diferentes culturas, divulgar o conhecimento de culturas minoritárias, aumentar a atenção para os assuntos internacionais e, finalmente, divulgar a informação sobre as publicações da UNESCO.

A Biblioteca Associada deverá estar bem integrada na comunidade local, e por este facto procura-se que sejam as Biblioteca Públicas a aderir a esta rede, já que o seu papel de mediadores de informação junto das populações que servem é um dos objectivos pressupostos para esta tipologia de Bibliotecas.

Recorde-se, a propósito, o Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas (1994), que refere, na sua introdução, que a Biblioteca Pública é a “porta de acesso local ao conhecimento”.

As Bibliotecas que pretendam integrar a Rede UNAL têm de partilhar os ideais da UNESCO e a vontade de empreender actividades próprias, sendo desejável que disponham de instalações que respondam adequadamente às actuais exigências de funcionalidade e que estejam bem enraizadas na comunidade em que se inserem, devendo a biblioteca permanecer na Rede pelo menos por dois anos.

As actividades que podem ser desenvolvidas no âmbito da Rede UNAL são as que já são oferecidas na programação da maioria das Bibliotecas pertencentes à Rede Nacional de Leitura Pública, através dos meios e iniciativas ao seu alcance e que sejam adequados ao público que cada Biblioteca serve.

Ainda assim, há 2 grandes grupos de actividades que são consideradas as mais indicadas para as Bibliotecas e que são, por um lado, a actividade expositiva – sejam exposições bibliográficas, de cartazes, fotografias ou outras – e por outro, a promoção de palestras, colóquios ou debates sobre as diferentes áreas de trabalho da UNESCO.

Podem ainda ser dinamizados outros formatos, como eventos literários diversos, onde se incluem a leitura de poesia ou encontros com autores.

Procura-se também estimular a parceria e a troca de experiências com as congéneres da Rede Nacional, assim como com as de outros Estados-Membros e, ainda, com elementos das outras redes coordenadas pela CNU, nomeadamente com as Redes de Centros e Clubes e de Escolas Associadas da UNESCO, através da realização de workshops e/ou oficinas, ou ainda outras acções que tenham como pano de fundo as diversas áreas da UNESCO.

Em Portugal, viveram-se dois momentos determinantes no desenvolvimento da Rede UNAL, sendo que em 2003 foi feita a divulgação primeira desta rede, da qual resultou a adesão de duas Bibliotecas.

Em 2008 e por motivos de reorganização interna da própria CNU, foi feita uma segunda divulgação. Assim, integram presentemente cerca de 28 bibliotecas a nível nacional, sendo que a Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere foi a 26ª a nível nacional e a segunda da Comunidade InterMunicipal do Médio Tejo.

A CNU não pretende que a rede cresça de forma desordenada; privilegia-se, sim, a qualidade dos projectos desenvolvidos em detrimento da quantidade, e a representação geográfica assume também alguma preponderância no momento de analisar candidaturas que chegam à Comissão Nacional.

Para as Bibliotecas que aderem a esta Rede a mudança reside essencialmente na consciência de estar para além das suas funções de base, ao serviço de uma causa universal e que Portugal subscreveu no Acto Constitutivo da UNESCO – “Construir a Paz e o desenvolvimento sustentável através da Educação, Ciência, Cultura e Comunicação”.

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