Primeira Guerra Mundial: Ferreirenses na Batalha de La Lys (c/ vídeo)

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Primeira Guerra Mundial: Ferreirenses na Batalha de La Lys

Há precisamente 100 anos o Corpo Expedicionário português combatia na Batalha de La Lys, uma das mais violentas batalhas da primeira guerra mundial e entre os soldados portugueses, podiam-se encontrar ferreirenses.

Em poucas horas morreram quatrocentos soldados portugueses e quase sete mil foram feitos prisioneiros pelos alemães, entre os quais, alguns desses bravos ferreirenses.

A Primeira Guerra Mundial

Em junho de 1914, o assassinato do príncipe herdeiro do trono austro-húngaro em Sarajevo forneceu o pretexto para um conflito que rapidamente iria tomar uma dimensão mundial inesperada (o número de países envolvidos iria ser de cerca de trinta, sendo mobilizados aproximadamente cinquenta milhões de homens em todas as frentes).

Mas as motivações profundas e reais do conflito ultrapassam largamente esse acontecimento, pois se filiam na competição entre as grandes potências que entre si rivalizavam pelo controle de fontes de matérias-primas e mercados e sobretudo pela alteração do mapa colonial, bem como na corrida aos armamentos em que estas se empenhavam.

Os contendores irão organizar-se em dois grandes blocos: de um lado a aliança entre a Alemanha e o Império Austro-Húngaro e do outro uma coligação em que sobressaem a Inglaterra e a França a oeste e a Rússia a leste. Os Estados Unidos, tal como Portugal, não participarão de início no conflito.

Primeira Guerra Mundial
Foto tirada em Sarajevo em 28 de junho de 1914, durante a visita arquiduque Franz Ferdinand e sua esposa, a condessa Sophie Chotek Checa, minutos antes do seu assassinato.

Numa primeira fase, que corresponde aproximadamente ao ano de 1914, a iniciativa pertence quase por inteiro aos exércitos alemães e seus aliados, travando-se uma guerra de movimento em duas frentes, na França e na frente russa (as mais importantes), bem como noutras regiões do globo, como a África e a Ásia.

Segue-se uma guerra de trincheiras, em que as frentes se imobilizam com grandes perdas em homens e material, sem que qualquer dos contendores obtenha qualquer vantagem; faz aí o seu aparecimento o emprego de gases tóxicos como arma de combate.

Ao mesmo tempo, a guerra submarina conduzida pela Alemanha causava perdas volumosas em tonelagem de navios, homens e bens, levantando dificuldades nas comunicações entre a Europa e a América.

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Soldados alemães celebram o Natal na frente de batalha, em dezembro de 1914.

Em 1917 a situação começará a alterar-se, quer com a entrada em cena de novos meios, como os tanques e a aviação, quer com a chegada ao teatro de operações europeu das forças americanas ou a substituição de comandantes por outros com nova visão da guerra e das táticas e estratégias mais adequadas.

Lançam-se, de um lado e de outro, grandes ofensivas, que causam profundas alterações no desenho da frente, acabando por colocar as tropas alemãs na defensiva e levando por fim à sua derrota.

É verdade que a Alemanha adquire ainda algum fôlego quando a revolução estala na Rússia e o governo bolchevista, chefiado por Lenine, prontamente assina a paz sem condições, assim anulando a frente leste, mas essa circunstância não será suficiente para evitar a derrocada. O armistício que põe fim à guerra é assinado em 11 de novembro de 1918.

Artilharia britânica bombardeia posições alemãs na frente ocidental.
Artilharia britânica bombardeia posições alemãs na frente ocidental.

A opinião pública manifestara-se de certo modo favorável à guerra no seu início, havendo uma sensação generalizada de que se trataria de um conflito breve e insignificante e predominando, nos adversários da Alemanha, a convicção de que se lutava pelos grandes valores da Humanidade contra a barbárie teutónica e a convicção otimista de que o conflito traria a paz ao mundo (o Presidente americano Wilson proclamaria que se tratava de uma “guerra para acabar com todas as guerras”).

Este otimismo seria destruído pelo prolongar dos combates e pela divulgação dos sofrimentos, quer dos combatentes quer das populações civis (o número de mortos ascenderia a perto de nove milhões só entre os contendores mais importantes), o que reforçou os movimentos pacifistas e desencadeou greves de conteúdo político.

Após o conflito, e sob a influência determinante de Wilson, seria constituída a Sociedade das Nações, que pretendia ser um fórum vocacionado para arbitrar conflitos entre os estados e impedir de futuro a repetição das guerras.

Portugal e a Primeira Guerra Mundial

A 5 de agosto de 1914 toda a Europa estava em Guerra, mas a 2 desse mês, em Portugal começaram-se a fazer sentir os efeitos psicológicos da guerra: a moeda de prata desapareceu de circulação, as mercadorias subiram de preço e deu-se uma corrida aos bancos para levantar o dinheiro. A par do pânico da população, o Governo não sabia o que fazer.

No dia 7 de agosto, o Governo de Bernardino Machado levou ao Congresso da República uma declaração sobre a política externa a seguir face à emergência da guerra. Esta declaração reafirmava a tradicional aliança com a Inglaterra sem declarar guerra à Alemanha.

Porém, apenas cinco dias depois, Portugal organiza uma expedição militar com destino a Angola e Moçambique, começando, desta forma, a combater não na Europa, mas em África, isto é, a posição de Portugal na Primeira Guerra Mundial não se podia separar da defesa das colónias ultramarinas, já que as ambições da Alemanha sobre estas eram bastante grandes.

Assim, numa primeira etapa, Portugal participou, militarmente, na guerra com o envio de tropas para a defesa das colónias ameaçadas pela Alemanha. Face a este perigo e sem declaração de guerra, o Governo português enviou contingentes militares para África.

Primeira Guerra Mundial
Soldados portugueses em Moçambique

Mesmo antes de eclodir a guerra, o tratado anglo-alemão de 1898 previa uma partilha de Angola, Moçambique e Timor, já que devido às dificuldades financeiras de Portugal, provavelmente, este país se veria obrigado a empenhar as colónias para resolver a crise.

Em 1913, os mesmos países que integraram este tratado celebraram em 20 de outubro um tratado de revisão do anterior.

Porém, as pretensões da Alemanha não chegaram a realizar-se, devido à ação diplomática portuguesa em Londres e também porque os alemães não concordaram com a exigência por parte da Inglaterra de lhe dar protagonismo.

Assim, com o eclodir da guerra, as possessões portuguesas em África ficavam, novamente, à mercê das ambições da Alemanha.

A 25 de agosto de 1914, os militares alemães fizeram uma incursão ao Norte de Moçambique e a 11 de setembro, Portugal envia a primeira expedição militar para as colónias.

No final de 1914, Portugal estava em guerra não declarada com a Alemanha no Sul de Angola e no Norte de Moçambique.  Contudo, a declaração de guerra era previsível.

Começam aqui as divisões na união política nacional. As opiniões acerca da entrada de Portugal no conflito dividiam-se cada vez mais.  A Grande Guerra marcou, assim, os destinos da Primeira República Portuguesa, a partir de 1914.

Por um lado, surgem os evolucionistas de António José de Almeida, indecisos, embora a partir de 1916 partilhassem as responsabilidades de Portugal entrar na guerra. As suas ideias guiavam-se no sentido de acompanhar a Inglaterra; por outro lado, surge Brito Camacho que se opôs à intervenção de Portugal.

Chefe dos unionistas, defendia, porém, o reforço militar nas colónias e o facto de Portugal se pôr ao lado da Inglaterra que era aliada, prestando-lhe todo o auxílio que ela pedisse, desde que Portugal pudesse dar-lho. Adotava, assim, uma política de neutralidade.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Bernardino Machado acolheu esta ideia, onde o seu titular, Freire de Andrade, adotou uma política de neutralidade condicional.

Por outro lado, surgem os democráticos e intelectuais republicanos, onde se destaca João Chagas, que defendiam a participação de Portugal no confronto. Estes intervencionistas viam na guerra a oportunidade de afirmação da autonomia de Portugal há muito submetido ao protetorado inglês.

Afonso Costa, por seu lado, defendia a intervenção militar de Portugal ao lado da Inglaterra, isto é, a intervenção portuguesa estava condicionada pela prévia invocação por parte da Inglaterra das condições da aliança com Portugal.

O papel da República Portuguesa face à guerra significava a continuação da diplomacia por outros meios, isto é, desde 1910 que a política externa de Portugal foi feita no sentido da manutenção das boas relações com a Inglaterra, pois ajudava a consolidar o novo regime internacionalmente, já que nenhum Estado europeu, a não ser as repúblicas latino-americanas, reconheceu a República Portuguesa antes da Inglaterra em 1911, quando foi eleito Manuel de Arriaga como presidente.

Em 4 de agosto de 1914, o Foreign Office, ou Ministério dos Negócios Estrangeiros Britânico, declarou que não julgava propício que o Governo português declarasse a neutralidade ou a guerra, isto é, o Governo inglês, no caso de precisar que Portugal interviesse, pediria o seu auxílio, mas não se comprometia a defender militarmente o país e as suas colónias caso Portugal decidisse entrar na guerra sozinho.

Porém, nos últimos meses de 1914, a situação interna e externa de Portugal definiu-se no sentido da intervenção. A primeira solicitação estrangeira feita a Portugal, com intuito militar, partiu da França, em setembro de 1914, que queria que Portugal pudesse participar com a sua artilharia e infantaria.

Os ingleses apoiaram o pedido e, em 10 de outubro, o Foreign Office convidou o Governo português a fazer parte dos Aliados.  A 14 deste mês, Freire de Andrade comunicava às legações portuguesas na Europa que era certa a entrada de Portugal na guerra como aliado da Inglaterra.

Decorridos cinco dias, a 19 de outubro, um incidente ocorrido em Angola com tropas alemãs confirmou este envolvimento.  No dia 20 surge uma revolta em Mafra de cariz monárquico que era contra a ida para a guerra, surgindo, deste modo, a primeira resistência à mobilização militar.

Cerca de um mês depois, a 23 de novembro, o Congresso reuniu extraordinariamente por ordem de Bernardino Machado, para obter autorização para intervir no confronto, quando e como achar necessário, como nação livre e aliada da Inglaterra. Dois dias volvidos é feita a mobilização.

Apesar da unanimidade com que foi votada a declaração de 23 de novembro, na prática não se revelou da mesma forma. As dificuldades financeiras e logísticas que antecediam os preparativos revelaram dúvidas quanto ao rápido desfecho da guerra.

Novas divergências políticas surgiam entre os republicanos. O Partido Democrático dizia ser o momento para formar um governo de unidade republicana sob o seu comando, acabando, desta forma, com o afastamento do poder de Bernardino Machado em 5 de dezembro de 1914.

Entre dezembro e janeiro de 1915, a República estava num caos. As condições para uma União Sagrada ainda não tinham sido encontradas.

O Partido Democrático teve de assumir a responsabilidade, sozinho, de gerir um ministério que necessitava, novamente, de eleições.

Desta forma, Afonso Costa também não quis assumir a chefia do Governo, encarregando o presidente da Câmara dos Deputados, Vítor Hugo de Azevedo Coutinho, de assumir a chefia de um governo parlamentar. Porém, até os unionistas abandonaram os seus mandatos parlamentares.

Primeira Guerra Mundial
Primeira página do Jornal A Capital, a 10 de março de 1916, sobre a declaração de guerra

Machado Santos renuncia ao mandato, aprovando o Senado, entre o qual se encontrava Bernardino Machado, uma moção de desconfiança ao executivo.

Este governo, que ficou conhecido pelo governo de “Os Miseráveis”, durou pouco. O Presidente da República Manuel de Arriaga, demitiu este ministério em 24 de janeiro de 1915, entregando o poder em ditadura ao velho general Pimenta de Castro.

Esta ditadura insere-se no contexto de intervenção de Portugal na guerra, colocando no poder não só os adversários do Partido Democrático e do Partido da Guerra como os críticos do parlamentarismo liberal e a ala mais conservadora da hirarquia militar, abrindo-se, desta forma, uma fase de relações conturbadas cívico-militares.

Em 1915, as dificuldades económicas e sociais provocadas pela conjuntura de guerra começaram a fazer-se sentir: certos géneros alimentares começaram a falhar e os seus preços subiram, originando revoltas populares nas principais cidades de Portugal.

Nos finais de 1915, os Aliados preparam uma ofensiva para o início do ano seguinte e a 29 de novembro de 1915, Afonso Costa forma o seu segundo governo e é empossado pelo novo presidente da República, eleito pelo Congresso em 6 de agosto de 1915 e investido a 5 de outubro: Bernardino Machado.

Em 30 de dezembro, o Foreign Office perguntava ao Governo português se estava disponível para começar o resgate dos navios mercantes alemães que se encontravam nos portos portugueses da metrópole, colónias e ilhas.

Desta forma, Afonso Costa, já em janeiro de 1916, tenta que a Inglaterra autorize Portugal a declarar guerra à Alemanha, antes da apreensão dos navios, mas em vão.

A 23 de fevereiro, o Governo português ordenou a apreensão dos navios alemães no porto de Lisboa. No dia 9 de março, a Alemanha declara guerra a Portugal. Seis dias depois, António José de Almeida assume a chefia do governo, enquanto Afonso Costa fica com as Finanças. A partir de março, o governo tem como prioridade a organização de um Corpo Expedicionário.

A resistência organiza-se: infrações à disciplina militar, a revolta de 13 de dezembro de 1916 encabeçada por Machado Santos, etc. Norton de Matos que, em março de 1916, ocupa a pasta da Guerra, partidário da intervenção de Portugal na Primeira Guerra Mundial organiza em tempo “recorde”, conjuntamente com o general Tamagnini, a Divisão de Instrução em Tancos, da qual resulta o Corpo Expedicionário Português (CEP). Este episódio ficou conhecido como o “milagre de Tancos”.

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A última carícia antes da partida para a frente de guerra na Flandres, em França, numa das fotografias mais icónicas da participação portuguesa na Grande Guerra

O primeiro Corpo Expedicionário partiu em 26 de janeiro de 1917 para a Flandres. Este corpo perdeu muitos homens devido aos bombardeamentos alemães, ao confronto homem a homem, à utilização de gases venenosos por parte do inimigo e à estadia prolongada das tropas em combate, já que Sidónio Pais se recusou substituí-las.

À medida que o número de mortes vai aumentando no Corpo Expedicionário e o seu fim era previsível, a guerra tornava-se cada vez mais impopular.

O custo de vida aumentava, o abastecimento de géneros escasseava e o desemprego crescia. Estes fatores fizeram despoletar violentas reações sociais (greves e assaltos) que eram aproveitadas pelos unionistas e monárquicos, contrários à intervenção de Portugal no confronto armado e defensores da retirada das tropas portuguesas dos campos de batalha.

A este agravamento das condições de vida e da agitação social e política, Afonso Costa não apresentava soluções, recusando a entrada no governo de elementos de outros partidos republicanos, católicos e independentes.

As oposições à guerra que vão surgindo em Portugal misturam-se com divergências políticas. A agitação social sai às ruas e o Governo tenta reprimi-la.

Em 20 de maio de 1917, o Governo suspende as garantias e, em 12 de julho, é declarado o estado de sítio em Lisboa, na sequência de greves e motins. A 8 de setembro é convocada, pela União Operária Nacional, uma greve geral. Após 1917, as greves, a luta armada, as prisões e as perseguições somam-se por todo o lado.

O terceiro governo de Afonso Costa tentou obter o apoio dos trabalhadores e sindicatos que eram adversários da política de guerra. Porém, o aumento dos salários era menor que o aumento do custo de vida e que a desvalorização da moeda.

Este governo de Afonso Costa teve também de enfrentar a oposição das camadas populares afetadas e amotinadas contra a diminuição no abastecimento dos géneros e sua rarefação e também com a oposição dos possidentes e conservadores que receavam as perturbações sociais que o Governo não conseguia controlar.

Para além destas, teve de contar com a oposição da Igreja, que o Governo pretendia culpar por causa da nova onda monárquica e com a oposição da província que não estava satisfeita com a atuação do Governo na política de distribuição e na paralisação da política de obras públicas.

Por outras palavras, cresce a base social da oposição e diminui a base política apoiante do governo. Por outro lado, na Flandres, o Corpo Expedicionário conhecia o seu esmagamento. No dia 4 de abril de 1918, as tropas amotinavam-se em pleno campo de batalha.

A Batalha de La Lys

A madrugada de 9 de abril de 1918 despertou violenta na Flandres, onde as tropas portuguesas foram esmagadas por uma força alemã muito superior. A batalha de La Lys ficou marcada pela perda de milhares de homens entre mortos, feridos e prisioneiros.

Os alemães chamaram-lhe Operação “Georgete” e o objetivo era romper as linhas aliadas, separar as forças britânicas das francesas e forçar uma mudança estratégica na frente ocidental.

Na madrugada de 9 de abril de 1918, oito divisões alemãs, com cerca de 100 mil homens e mais de mil peças de artilharia, avançaram sobre os onze quilómetros onde estavam as forças portuguesas da 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português, constituídas por duas divisões e cerca de 20 mil homens, que preparava a sua retirada dos campos de batalha para ser substituída.

As forças portuguesas sofreram um dos maiores bombardeamentos do exército alemão, acabando quase por desaparecer. Era o princípio do fim da guerra para os portugueses, que trucidados resistiram tempo suficiente para permitir aos aliados reforçar a e suster a ofensiva.

Na Batalha de La Lys, que terminou a 29 de abril de 1918, os portugueses perderam praticamente metade das suas forças, e ficaram reduzidas a pouco mais de uma divisão tendo registado cerca de 1300 mortos, 4600 feridos, 2000 desaparecidos e mais de sete mil prisioneiros.

O Corpo Expedicionário Português retirou-se para a retaguarda dos Aliados. Alguns efetivos integraram o exército inglês e outros foram utilizados como mão de obra para abrir trincheiras, o que foi desmoralizando, cada vez mais, os soldados lusitanos.

Ferreirenses mortos ou desaparecidos na Batalha de La Lys

É extensa lista de soldados ferreirenses que combateram na Primeira Guerra Mundial, sendo possível encontrar duzentos nomes, entre oficiais, sargentos e soldados, sendo que da batalha há apenas cinco registos de mortos e desaparecidos, todos da 3ª Brigada de Infantaria do Regimento de Infantaria n.º 15, quatro dos quais no primeiro dia.

Antes da dura batalha, já se registavam mortos ou desaparecidos entre os ferreirenses que lutavam na Europa e um morto em África, sendo que no final do conflito, o concelho de Ferreira do Zêzere tinha o registo de dez homens, entre mortos e desaparecidos.

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Documentação de Joaquim Vicente Delgado, natural de Dornes, morto em combate na Batalha de La Lys

A 9 de abril de 1918, eram dados como falecidos os soldados Joaquim Vicente Delgado, de Dornes e Manuel da Cunha, de Vale Perro, Paio Mendes e o 2º Cabo Manuel dos Santos, de Pias e cujos corpos foram sepultados no Cemitério de Richebourg l`Avoué.

Entre os desaparecidos, encontrava-se José Antunes, do Casal Zote, no Beco, tendo sido feito prisioneiro até 16 de janeiro do ano seguinte.

A 28 de abril, a um dia do final da batalha, falecia o soldado Francisco Nunes, de Besteiras, Águas Belas, tendo sido sepultado também no Cemitério de Richebourg l`Avoué.

Ferreirenses mortos durante a Primeira Guerra Mundial

Ao prestar homenagem aos soldados ferreirenses, não podemos esquecer os outros soldados que faleceram durante o conflito bélico que mudou a história da Europa e do mundo.

António da Silva, soldado do Regimento de Artilharia de Montanha, faleceu em Moçambique a 27 de outubro de 1917 de paludismo, tendo sido sepultado em Mocímboa da Praia.

Francisco Nunes, da Igreja Nova, soldado da 6ª Brigada de Infantaria do Regimento de Infantaria n.º 2, faleceu em combate a 9 de março e no dia seguinte falecia, também em combate, Manuel de Freitas, de Chãos, soldado da 1ª Bateria de Morteiros Ligeiros do Regimento de Infantaria n.º 15.

Augusto José, de Paio Mendes, soldado do Grupo de Esquadrões do Regimento de Cavalaria n.º 2, faleceu no hospital  inglês n.º 24 a 23 de março, vítima de febre tifóide e no dia seguinte, António da Graça, de Areias, soldado da 3ª Brigada de Infantaria do Regimento de Infantaria n.º 15, falecia em combate.

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